Já há algum tempo, os brasileiros têm sofrido com a alta inflação que assombra a economia do país. Da cesta básica à gasolina, tudo está mais caro – e quem paga por isso é o trabalhador.

Porém, você já pensou no quanto isso impacta aqueles que transportam todos esses produtos até os seus destinos finais?

De acordo com um estudo feito pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (Decope), da NTC&Logística, os índices de inflação no transporte atingiram níveis recordes em 2021.

Só para se ter uma noção, o índice acumulado do último ano para a carga lotação foi de 27,65%, enquanto para as cargas fracionadas foi de 18,58%. Já a gasolina, que teve um aumento expressivo, o preço passou a ser 49,4% mais cara.

No texto a seguir, você confere um pouco mais sobre esse cenário. Boa leitura!

Contextualizando o cenário atual

A Petrobras, mês após mês, anuncia novos reajustes dos produtos oriundos das refinarias. Inclusive, o último a ser mencionado pela empresa foi o diesel, que terá seu preço aumentado em 8,87%.

Essa correção de valores irá impactar diretamente o bolso do consumidor, pois vai refletir no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal índice para monitorar as tendências da inflação.

De acordo com o economista André Braz, coordenador de índices de preços da Fundação Getúlio Vargas (FGV), esse tipo de impacto é o mais perverso que existe. Além disso, o reajuste só vai aumentar – ainda mais – a necessidade da revisão de preços praticados pelos serviços movidos a diesel.

Dentre esses serviços, como já é de se esperar, estão os transportes urbanos e rodoviários, a movimentação das máquinas no campo e, principalmente, o custo do transporte de cargas.

Os diversos reajustes do setor

Fora o aumento do diesel, outros serviços tiveram seus preços elevados no período de um ano (fevereiro de 2021 a fevereiro de 2022) – e todos eles, juntos, acabaram por inflacionar o setor.

Veja abaixo alguns dos aumentos que ocorreram recentemente:

⦁ Aditivo Arla 32: aumento de 51,5%;
⦁ Veículos: aumento médio de 37%;
⦁ Aço: aumento de quase 100%.

Mesmo diante de todos esses aumentos significativos, a mão de obra não conseguiu seguir a tendência. Na verdade, durante o período de um ano, ela foi a que menos aumentou: em média 8% relacionado ao dissídio.

Tudo isso só comprova o quanto o frete de cargas tem batalhado para se manter minimamente viável. Ao longo dos últimos dois anos, a defasagem do setor foi de 13,3%, o que significa que os aumentos foram tantos que nem o reajuste do frete foi capaz de supri-los.

E o que aconteceu até agora? Todos esses custos foram arcados pelo transportador – no entanto, ao que tudo indica, esse cenário irá mudar.

O frete no Brasil

Apesar de todo esse panorama, o frete no Brasil tem se expandido nos últimos meses.

Só no modal rodoviário, o crescimento foi de 37% no último trimestre em relação ao mesmo período de 2021 (fonte: FreteBras). O principal setor que puxou o índice para cima foi o agronegócio, que representou 37,4% das cargas registradas na plataforma responsável pelo relatório.

Contudo, o documento aponta também que muitos aspectos macroeconômicos atingiram o setor de transporte brasileiro, como a guerra na Ucrânia, o aumento do diesel e a inflação no país.

Segundo a NTC&Logística, só o último reajuste do combustível representa um aumento emergencial de 3,1% nos custos dos fretes. Logo, para que a saúde financeira das transportadoras continue estável, é fundamental que o repasse seja feito de forma imediata. Ou seja, os consumidores devem se preparar.

Para Marcus Quintella, especialista em transportes da FGV, essa correção no setor de cargas terá um impacto inflacionário a médio prazo, visto que o aumento nos combustíveis cria um problema na cadeia produtiva como um todo. Portanto, o repasse vai chegar no consumidor final de uma maneira ou de outra.

Quintella ainda reforça que quem mais sofre no meio disso tudo são os caminhoneiros autônomos, pois como são responsáveis pelo próprio valor, precisam readequar tudo para que o custo do frete seja reconsiderado.

Só que, infelizmente, não há a certeza de que o aumento será aceito por parte do cliente.

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Com uma matriz em Guaramirim (SC) e seis filiais espalhadas pelos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, a empresa, hoje, realiza em torno de 18 mil entregas todos os meses. Todo esse processo se dá devido ao bom trabalho logístico realizado, além da boa qualificação que nossa equipe possui.

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